COORDENADOR DO PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE, AMBIENTE E TRABALHO (PSAT):
Jorge Mesquita Huet Machado
COORDENAÇÃO DO PROJETO:
André Luiz Dutra Fenner (COORDENADOR GERAL)
Magno Bueno Silva (COORDENADOR EXECUTIVO)
ORGANIZADORES:
André Luiz Dutra Fenner
Magno Bueno Silva
Denise Cidade Cavalcanti
Flavio Schettini Pereira
A filosofia central do Tai Chi – trabalhar com a realidade do corpo, sem força, cultivando o potencial dentro das limitações – faz dele uma prática profundamente inclusiva e empoderadora para pessoas com deficiência. Sua adaptabilidade é vasta: pode ser praticado sentado (Tai Chi em Cadeira), com apoio em barras, com ajustes de amplitude ou mesmo de forma puramente mental/visual para alguns casos. Para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, a prática promove circulação sanguínea, amplitude de movimento articular, força no core e alívio de espasticidade. Para indivíduos com condições neurológicas ou do espectro autista, a estrutura rítmica previsível, a repetição e o foco na sensação interna proporcionam regulação sensorial e melhoram a consciência corporal (interocepção). Estudos em populações com esclerose múltipla, Parkinson e sequelas de AVC mostram ganhos significativos em equilíbrio, coordenação e qualidade de vida. Mais do que uma terapia, é uma via de autoconhecimento e expressão pessoal.
A adaptação mais importante é a personalização radical e a comunicação inclusiva. A pedagogia deve partir de uma avaliação individual cuidadosa para redesenhar os movimentos, utilizando recursos como Tai Chi em cadeira, apoio em barras, ou focando em apenas um segmento corporal. A comunicação deve ser clara, multissensorial (demonstração visual, toque guiado quando consentido, instruções verbais precisas) e sempre centrada nas possibilidades, não nas limitações. Criar um ambiente onde cada praticante trabalha dentro de sua própria zona de desafio ideal, promovendo empoderamento, regulação sensorial e bem-estar integral, é o objetivo central.