Por Aristein Woo
Artigo Publicado na revista TerceiroMilênio | OUT/2011
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| Foto :: Soraya Lacerda |
Quem resolve começar a viagem do auto-conhecimento por meio do Taijiquan, em algum momento, sente a necessidade de compreender como se estrutura o pensamento chinês. Esse pensamento se exterioriza, principalmente, através da língua chinesa, e conhecê-la facilita em muito este processo. O mandarim é o padrão oficial da língua chinesa na China, Taiwan e Cingapura, além de ser uma das línguas oficiais da ONU.
É uma língua fascinante para ser estudada por ser tão diferente do nosso português. Para começar, não existem flexões. As palavras não mudam quando se passa do singular para o plural, nem do masculino para o feminino. E o melhor de tudo: nada de decorar tabelas de conjugação de verbos, afinal, os verbos tampouco se flexionam.
Os ideogramas, longe de ser um bicho-de-sete-cabeças, tornam o mandarim ainda mais fascinante. Eles não expressam sons, mas significados. Assim, podemos compreender o sentido dos provérbios de Confúcio da forma em que foram escritos na sua época, embora não saibamos como ele os pronunciava.
A escrita chinesa, na sua forma clássica, era a língua de comunicação em todo o leste da Ásia. O imperador mongol redigiu sua declaração de guerra ao imperador japonês em chinês clássico. Os textos litúrgicos do budismo, no Vietnã e na Coréia, são igualmente escritos em chinês. E os poéticos nomes dos movimentos das formas do Taiji fazem muito mais sentido quando estudamos esta língua.
Com o tremendo crescimento da China, o aprendizado do mandarim abre também ricas oportunidades para todos. Empresas chinesas estão chegando ao Brasil, e empresas ocidentais estão desembarcando na China. Negócios dependem de uma comunicação efetiva entre as partes. A pessoa que sabe falar chinês e mais uma língua ocidental é cobiçadíssima por essas empresas.
Pensando em tudo isso o TAOLU resolveu abrir mais esta porta de conhecimento, oferecendo, além da prática do Taijiquan, o ensino da língua Chinesa. Para isso convidamos a professora Ma Zhihong. Ela nasceu em Yangzhou, na província de Jiangsu na China. Veio para o Brasil em 2006 e ensina o mandarim desde julho de 2007. É formada em Contabilidade pela Universidade de Nanjing e aqui no Brasil dá aulas de Mandarim no Hi Idiomas, na Pangea Idiomas e agora também no TAOLU.
Alunos e professores do TAOLU, que já estudam com a professora, explicam porque gostam tanto da didática adotada: as aulas são dinâmicas, não se prendendo àquele material do livro. Na verdade, quando ela explora um exercício, o tema abordado é expandido e trazido para a realidade atual dos alunos, ou, ainda, é feita a relação do tema com alguma faceta da cultura/ história chinesa; a China que ela os leva a conhecer através do estudo do mandarim é a China de hoje, cada dia mais cosmopolita e aberta ao mundo.
A professora tem uma sutil percepção, identificando o ritmo de aprendizado de cada aluno, sem se tornar insistentemente chata, tentando corrigir cada pequeno erro. Ela enfatiza a comunicação oral e, como não temos contato, ainda, com tantos chineses, a aula é a oportunidade de praticar a conversação. E ela torna essa oportunidade o mais proveitosa possível.
Mergulhar numa cultura nos traz gratas surpresas e nos ajuda a desenvolver a empatia e a ser mais compreensivos e pacientes com as diferenças. O contato por meio do idioma é uma oportunidade a mais para aqueles que buscam desenvolver a capacidade cognitiva e especialmente, a espiritual.
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Informações sobre o curso: taolu@chenbing.com.br
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