Uma viagem com a que fizemos para a CHINA, não se compara facilmente a qualquer outra. O país para onde fomos… o grupo que se uniu e se lançou nessa aventura… os mestres e as pessoas que cruzaram nosso caminho… tudo isso e mais um pouco, contribuiu para torná-la muito especial.
Ao pensar nisso, o IFTB ficou muito curioso para saber a opinião de nossos viajantes. E fez a seguinte pergunta a todos eles: O QUE A VIAGEM À CHINA TROUXE DE BOM PARA O SEU TAIJI e PARA SUA VIDA PESSOAL?
Assim, a partir de agora, dividiremos com vocês, aqui no Blog, alguns destes depoimentos.
Hoje quem compartilha sua impressão conosco é o Fábio:
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| Fábio “Fake” Furrier no aeroporto de Pequim |
“Quanto à minha vida pessoal, a viagem à China me fez ver…
– Que o antigo e o novo podem conviver em harmonia…
– Como não estamos preparados para uma Olimpiada…
– Que comer buchada e jacaré não é tão exótico assim…
– Que os alemães tem o sádico prazer de nos ultrapassar, seja na F1, seja nos ônibus de turismo [rsrs…]…
– Que não é preciso falar a língua local para nos comunicarmos, principalmente quando a conversa envolve dinheiro…
– Que banheiro bom é banheiro limpo…
– Que a megalomania de imperadores também produz coisas belas…
– Que lá se pode falar mal de lideres antigos que se foram (Mao), mas nunca falar bem de lideres atuais que ainda estão por aqui (Dalai Lama)…
– Que a China é um pais sem obesos e sem fraldas…
– Que o xadrez chinês deles não é nada parecido com o nosso xadrez…
– A falta que faz uma escada rolante na montanha de Huashan…
– A falta que ela também faz quando você tem que puxar malaSSS numa estação ferroviária…
– A qualidade das padarias de Xi’an…
– Como eu não gosto tanto de pimenta como eu pensava…
– Como eu gosto de manteiga, café e leite mais do que eu pensava…
– Que o incenso na China não é cheiroso…
– Que eu posso virar modelo fotográfico, mesmo sem ser bonito…
– Que não há como saber como a saúde conquistada com chás e massagens pode permanecer com tanto consumo de cigarro!
Já com relação ao meu Taijiquan… Tive a certeza absoluta de que temos dois dos melhores ‘shifus’ do mundo: Magno e Liana. E que temos que aproveitar o máximo desta sorte, não perdendo a oportunidade de absorver o que eles podem nos proporcionar, demonstrando respeito e dedicação a suas orientações.
Ainda sobre isso me veio o sentimento de profunda gratidão e respeito também por todos que me ajudam nessa jornada, incluindo nossos outros professores e meus colegas de treino. Aprendo com todos, todos os dias!
Também me impressionou, durante a visita a Chenjiagou, a veneração que se tem aos antepassados, à tradição. Venerar alguém que deixou um legado para todos se beneficiarem, quer eles estivessem cientes ou não da proporção e de como isso iria além da vila. É incrível como o amor que uma família dedicou a uma arte pode mudar uma outra pessoa trezentos anos depois, tornando-a melhor física, mental e espiritualmente.
Fica a lição de que nós também devemos, e podemos, deixar às gerações posteriores um exemplo de dedicação a alguma coisa maior que nosso previsível cotidiano. Fazer não apenas o que é nosso dever, mas deixar um legado, fruto de algo que fazemos pelo nosso aprimoramento pessoal. Hoje é apenas relaxar e ser flexível numa postura. Amanhã é relaxar e ser flexível numa situação conflituosa.
Se pudermos mudar a nós mesmos, teremos aprendido a lição dos antepassados. E nossa vida terá tido, finalmente, um significado.”
Fábio Furrier é aluno do 3º ano do Curso de Formação do IFTB,
turma LaoHu, pratica também Yoga, é um estudioso
da astrologia e mora em Brasília – DF e foi conosco para a CHINA!